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Vereadoras buscam implantação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

Vereadoras buscam implantação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

 As vereadoras, Maria Luiza Da Rolt e Roseny Cittadin Barbosa (Nega) trabalham juntas na luta por implantação de políticas públicas que envolvam as mulheres em Cocal do Sul, entre as quais, a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Por meio da Indicação nº 69/21, protocolada na Câmara Municipal de Vereadores e aprovada por unanimidade nesta terça-feira (6), as Vereadoras pedem o apoio ao Governo Municipal para que seja criado o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Segundo a Vereadora Maria Luiza o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher funcionará como um instrumento deliberativo e fiscalizador, cujo propósito é o de desenvolver programas e projetos em várias áreas. “A nossa proposta é de que este o Conselho seja um canal permanente de diálogo e atuação com os movimentos das mulheres, desenvolvendo as diretrizes para o planejamento e a implantação de programas e ações voltadas à mulher e suas necessidades, formação, oportunidades e no combate e prevenção à violência doméstica”, pontua.

 Para a vereadora Roseny a violência praticada contra a mulher fere a família inteira, inclusive os filhos que sofrem problemas psicológicos. “Este tipo de violência está em todas as classes sociais e deve ser combatida através de políticas públicas, com vistas a eliminação de todas as formas de discriminação para o combate à violência doméstica contra as mesmas, buscando seu empoderamento e inserção econômica e social”, ressalta.

 Realidade no Município

Nesta semana, as vereadoras também estiveram no Creas para uma reunião com a psicóloga, Luciana Gerônimo, a assistente social, Patrícia De Lucca e a pedagoga, Maria de Fátima de Souza para buscar uma panorâmica da realidade do município em relação à violência doméstica contra a mulher.

 Durante o seu pronunciamento na tribuna, Maria Luiza destacou as informações repassadas pelas técnicas e concluiu que a realidade é mais preocupante do que se imagina. “ Em 2020, o município não chegou a registrar 10 denúncias. E ai vocês podem dizer: que bom! Isso é um bom sinal! Negativo, isso é um péssimo sinal, pois não condiz com o dia a dia. Nossas mulheres não denunciam. Tem medo, pois não temos uma política pública que lhes dê segurança. Na verdade nós nem discutimos isso de forma intersetorial. Por isso a necessidade de um Conselho Municipal como um local de luta para promover mudanças”, pontua.

 O Creas faz o seu papel de atendimento psicológico, orientação, prevenção nas escolas, campanhas educativas, mas é preciso dar mais um passo adiante.

 Conforme Patrícia e Luciana a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher se faz necessário para que haja uma prestação de serviço mais efetiva.

 “Poucos casos chegam até nós para poder ajudar. O acervo de dados nem sempre é nos repassado. Muitas vezes as informações chegam pelas agentes de saúde, as mulheres vão até o Creas apenas para pedir orientação e é muito raro elas voltarem para acompanhamentos. Elas dependem do marido na maioria dos casos, lidam com a insegurança, pois nós não temos benefícios para retirá-las do convívio com o agressor e realizar o trabalho para que elas possam se restabelecer”, finalizam.